Excesso de Barulho nas Escolas

Com certeza você deve lembrar-se do seu professor aos gritos pedindo para a sua turma ficar em silêncio, sendo que todos já estavam quietos, certo?

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O fato é que não era mais a sua turma fazendo barulho, mas a sala ao lado. Isso é comum na maioria das escolas. A voz do professor da outra sala, algazarra dos alunos, barulho dos automóveis, entre outros.

Crianças com dificuldade de concentração e turma agitada são algumas das possíveis consequências causadas pelo excesso de barulho, que atrapalha o rendimento escolar.

Muitos não se dão conta da importância acústica para o desenvolvimento escolar. Na grande maioria os prédios e salas não são projetados para os sons que são gerados internamente – a voz do professor, os passos no corredor, as crianças no pátio, nem as fontes permanentes de barulho externo – carros, motos, ônibus, aviões, lojas, etc.

O esforço que os alunos fazem para conseguirem escutar direito o que o professor está dizendo é apenas um dos elementos que levam os alunos a perderem a concentração. O excesso de ruído funciona como um estimulante que contribui para a agitação dos alunos. Isso é comprovado através de estudos que apresentaram que pessoas expostas a muito barulho, apresentam altos índices de cortisol e adrenalina no organismo, hormônios relacionados ao estresse.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – uma pessoa exposta a ruídos de fundo entre 55 e 65 decibéis, resulta em uma perda de 20% da capacidade cognitiva. Acima de 75 decibéis, essa perda fica entre 70 e 85%.

O nível de ruído ideal para um ambiente escolar, segundo a OMS, é de 35 db, porém a voz humana em conversação normal, produz um som entre 60 e 70 db, sendo assim é possível ter uma ótima compreensão do que está sendo dito pelo professor. Já a Norma 11.512 da ABNT, diz que o limite de ruído em sala de aula deve ficar entre 40 a 50 db e 35 a 45 db para bibliotecas e laboratórios.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – em escolas estaduais de Florianópolis, concluiu que o nível de ruído nestes ambientes varia entre 51 e 71 db e houve picos de até 88 db, para os piores casos pesquisados, pode-se comparar com uma moto ligada dentro de uma sala de aula.

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Fonte: Revista Escola Pública

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